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Expo 30 Anos de Fotografia

Momentos e decisões importantes, diversos registro de fatos e momentos que nos fazem parar para pensar. A possibilidade de transformar a realidade seja positiva ou negativamente. É o poder da comunicação através da fotografia.

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No dia 16 de maio de 2009 tive a oportunidade de visitar a exposição “30 anos de fotografia” na Caixa Cultural de São Paulo, com a coleção fotográfica do acervo pessoal da curadora e pesquisadora Rosely Nakagawa. A exposição foi considerada como uma imersão no mundo da fotografia, apresentando uma seleção de fotografias que Rosely reuniu durante seus 30 anos de trajetória profissional, onde se podem destacar algumas informações importantes como: a primeira foto em preto e branco foi presente de Mario Cravo Neto, até reunir um portfólio de 200 fotos, porém no acervo para a exposição constam somente 40 imagens, de maior destaque.

Por meio destas destaca-se o momento criador e o processo de elaboração de imagens profissionais, como de alguns fotógrafos renomados: Thomaz Farkas, Cristiano Mascaro, Carlos Moreira, Luiz Braga, Lucia Guanaes, pessoas que passaram pelos olhos de Rosely e que junto a ela ajudaram a escolher, selecionar, dividir e compartilhar o fazer imagético da fotografia.

Na seleção há obras interessantes de citar por suas composições, tais como as de Cristiano Mascaro com a obra de 1986 do Viaduto do Chá, com intenso movimento e também a de Clode Kubrusly tirada em 1979 sobre o mesmo ponto de São Paulo. Outros momentos registrados por Arnaldo Pappalardo, com a fotografia da Represa Guarapiranga em 1981, Leonardo Crescenti com A pedra ouve passar o vento de 1983, Mario Cravo Neto, foto de rosto de 1983 e Otto Stupakoff retratam momentos e cortes fotográficos belíssimos. Outras de Celso Oliveira em Quem somos nós, Pedro Lobo com Budapest, Lucia Guanaes com Parque de diversões e Fernando Lemos com Luz Teimosa e Manequim Assediado.

Mais do que uma coleção, Rosely nos mostra uma coletânea, onde ficam evidentes os interesses e os gêneros de época. Um índice que nos permite ver, mesmo que não de forma cronológica e, muito menos didática, a transformação da estética fotográfica, um passeio por estilos variados em um panorama da história da fotografia brasileira, muito mais ligado à afeição, ao emocional do que a um discurso intelectualizado como declara Simonetta Persichetti, mestre em Comunicação e Artes e doutoranda em Psicologia Social, estuda e trabalha com fotografia há mais de 20 anos e recebeu o Prêmio Jabuti de Reportagem em 1999 por Imagens da Fotografia Brasileira.

Rosely é formada em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP, com extensão em Museologia. Seu trabalho como curadora teve início na Galeria Fotóptica, no final da década de 70, após ter estudado fotografia na Enfoco com professores como Clode Kubrusly, Maureen Bissiliat, Pedro Martinelli e Cristiano Mascaro, ela destaca: “Acompanhar a produção e a realização do trabalho fotográfico, conviver com fotógrafos e acompanhá-los nas saídas fotográficas era, realmente, o que mais me motivava naquele trabalho”.

A exposição é muito mais ligada à afeição e ao emocional do que a um discurso intelectualizado. É assim que ela entende esta relação entre artista e curador: uma forma de diálogo, de reflexão sobre as mais variadas visões de mundo. Como uma tradutora que intermedeia a relação do autor com o seu público.
O principal conceito da exposição é olhar nossas obras passadas, para poder crescer e melhorar em nossas obras futuras. Na galeria, Rosely conheceu fotógrafos contemporâneos de Thomaz Farkas, como José Medeiros, Pierre Verger e Chico Albuquerque. Além dos que despontavam no cenário da fotografia nacional e internacional, como Sebastião Salgado e Alécio de Andrade.

Em 1986, começou a trabalhar de forma independente como coordenadora de mostras em museus e outras galerias. A partir daí não parou mais, foi curadora de diversos espaços culturais, a exemplo da Casa da Fotografia Fuji e do Espaço Senac Escola de Comunicação e Artes. Organizou dezenas de exposições de fotógrafos conceituados, assinou a edição e coordenações de diversos livros de imagens e participou de congressos no Brasil inteiro e no exterior. Hoje, coordena as mostras das galerias Fnac Brasil, com a proposta de mostrar a produção brasileira na sua diversidade e complexidade.

A mostra “30 anos de fotografia” é itinerante e irá percorrer, até o final do ano, outros espaços da CAIXA Cultural, situados nas cidades de Brasília e Salvador.

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